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9 de outubro de 2014

O mercado e a queda no nível de Investimento.

 

[...] a questão é racional, se o PIB está declinando há quatro trimestres, por que fazer novos investimentos? - Os empresários estão ressabiados e investindo menos [...].

Por Marcos Vinícius Anjos

Nos últimos dois anos há um crescente pessimismo e um mau humor nos mercados com o desempenho da economia brasileira, afugentando investimento, reduzindo as expectativas positivas e prenunciando a estagnação. Muito mais do que reflexo das oscilações provocadas pela crise internacional, como argumenta o atual governo, o baixo crescimento da economia, a presença hostil da inflação obrigando aumentos nas taxas de juros e outras medidas inibidoras do consumo, a queda na produção industrial, o recuo das vendas no comércio, o represamento de preços em setores controlados pelo governo e as ameaças ao nível de emprego são entre outros, sinais de uma economia a beira da recessão.

Não é novidade que o pior crise internacional eclodida em 2008 já tenha passado, mesmo com alguns países permanecendo ainda fragilizados, sobretudo na zona do euro, sinais de recuperação e algum crescimento começam a aparecer em diferentes regiões. O Brasil, que despontou como expoente entre os emergentes na primeira década do século XXI, não reproduz o mesmo desempenho, prisioneiro da armadilha do crescimento, puxado por muito consumo financiado e pouco investimento, não realizou as mudanças necessárias ao desenvolvimento sustentado e, agora se vê em meio a inúmeras dificuldades internas, causadas pela incapacidade do governo de preparar o país para uma performance mais competitiva no cenário internacional.

Segundo um estudo da Austin Rating, que listou o desempenho do PIB de 37 países, o Brasil só cresceu mais do que a Ucrânia no segundo trimestre, que enfrentou queda de 4,7%, em relação a igual período de 2013. É prudente lembra que a Ucrânia viveu recentemente intenso conflito armado com a Rússia, suposta patrocinadora de invasões ao territorial ucraniano e, fornecedora de armas e suprimentos a separatistas rebeldes.

Por outro lado, as exportações cresceram no ultimo trimestre, 2,8% em comparação aos três primeiros meses do ano, impulsionadas por um bom desempenho da soja e do setor extrativo mineral, já as importações caíram 2,1% (dados do IBGE), constrangidas pela retração do mercado interno e diminuição do nível da atividade industrial. O elevado endividamento, a redução no ritmo de crescimento da renda e, a diminuição do poder aquisitivo causado pela inflação, tem levado os consumidores a se tornar mais contidos nas compras, encolhendo as expectativas industriais e as importações para os próximos meses.

A redução na importação de bens de capital, caminhões, máquinas, equipamentos usados nas fábricas, etc., guardam estreita relação com o aumento das taxas de juros, com a desaceleração do crédito e, principalmente, com o mau desempenho da indústria automotiva, resultando em expectativas pessimistas quanto à sustentação do dinamismo econômico e o alcance da competitividade nacional. O PIB da indústria brasileira, no segundo trimestre de 2014, retrocedeu 3,4% em comparação ao mesmo período do ano passado, trazendo muito temor sobre os rumos da economia. Agravando a situação, à tendência de alta da taxa de juros Selic, não parece dar sinais de recuo no curto prazo, em relação ao segundo trimestre 2013 (7,5%) esta 68,8% maior (em 10,9%), limitando consideravelmente o crédito, inibindo investimentos e arrefecendo o mercado interno.

A redução dos investimentos tem sido o principal problema na economia brasileira, a Formação Bruta de Capital Fixo - FBCF, no segundo trimestre, recuou mais de 11% na comparação com o mesmo período de 2013. Há uma inércia nos investidores provocada por alta insegurança, seguida de crescimento substancial na taxa de incerteza. Às oscilações no mercado financeiro também tem sido muito influenciadas pelo cenário político eleitoral, mas, em fim, a questão é racional, se o PIB está declinando há quatro trimestres, por que fazer novos investimentos? - Os empresários estão ressabiados e investindo menos, principalmente nos setores com maior intervenção do governo.

15 de setembro de 2014

O Brasil paga o 2º. pior sálario aos Professores do Ensino Fundamental, entre os países da OCDE

Por Marcos Vinícius

O Brasil perece muito longe de começar a resolver seus grandes problemas estruturais, estatística divulgada pela Organização para a Cooperação Desenvolvimento Econômico – OCDE demonstra que os salários pagos aos professores brasileiros são muito baixos, quando comparados aos pagos nos países desenvolvidos, também para professores de ensino fundamental.

Os dados são do estudo Education at a Glance 2014, que tenta descrever as condições de oferta da educação pública de ensino fundamental, nos trinta e quatro países membros da organização, inclusive o Brasil e outros dez pises associados.

Conforme o estudo, um professor brasileiro de ensino fundamental, iniciante na regência de classes escolares, nas unidades públicas, percebe em média, U$$ 10.375 durante um ano letivo de trabalho.

Nos países Latino Americanos como Chile e México, os professores percebem em média, salários muito maiores que os brasileiros, cerca de U$$ 17.770 (Chile) e U$$ 15.556 (México) ao ano. Segundo a pesquisa, o Brasil só estaria à frente da Indonésia, cujo salário dos professores de ensino fundamental é algo em torno de U$$ 1.560 ao ano.

O Levantamento foi feito em 2012, com os valores de dólares equiparados em paridade do poder de compra – PPC, observada a condição de cada país.

Dentre os pesquisados, o país que melhor paga é Luxemburgo, lá o salário dos professores chega a U$$ 66.085 ao ano. Na média dos países membros da OCDE, o salarial do professor ficou posicionado em U$$ 29.411, praticamente o tripulo do salário pago aos professores de ensino fundamental no Brasil.

Como buscar estímulos para os docentes?

Como resgatar a Educação de qualidade na Escola Pública do ensino fundamental e médio, sem valorizar os professores?

Veja a Baixo a relação de países e os respectivos valores dos salários.

Salários de Professores do Ensino Fundamental, Instituições Públicas, em Dólares por Ano – Estatística da OCDE.